Quando a Boa Menina Abandona os Próprios Sonhos
Quantas vezes abandonamos nossos sonhos para sermos amadas, aceitas e pertencermos? Talvez recuperar nossa essência seja escolher a nós mesmas.
AUTOCONHECIMENTOAMOR-PRÓPRIOCONSTELAÇÃO FAMILIAR
Elaine Santos
8/29/20263 min read


Quem nunca percebeu que tinha perdido sua essência quando passou a vida inteira tendo seus sonhos podados?
Quantas vezes na vida você quis fazer algo e alguém muito importante para você não deixou? Fez drama?
E a boa menina que fomos criadas para ser simplesmente deixou seu sonho de lado, por causa das crenças dessa pessoa, dos medos dessa pessoa, das frustrações dessa pessoa.
A boa menina não quis desagradar.
A boa menina não quis ser rejeitada.
A boa menina só quer pertencer e ser amada.
Mas o quanto isso vale?
Vale a nossa alma.
Vale a nossa essência.
Vale a nossa vida.
Quando a gente deixa de lado nossos sonhos por causa de outra pessoa, ficamos apáticas, estáticas, congeladas. Nossa energia vital e sexual vai embora, e somos obrigadas a viver uma vida miserável.
Uma vida sem vida.
Será que um dia, nesta terceira dimensão que é o planeta Terra, vamos conseguir ser 100% responsáveis por nossas escolhas?
Ou vamos sempre estar vivendo um padrão ancestral? Os medos, aquilo que não pôde ser vivido, aquilo que foi excluído, abandonado por nossos ancestrais?
Até que nível conseguimos ser responsáveis pela nossa vida?
E como nos desvinculamos das crenças e dos medos de outras pessoas que estão presentes na nossa vida?
Será que fugir adiantaria?
Eu acredito que não.
A gente precisa encarar essa situação de frente, liberar esses padrões ancestrais por meio da terapia e das constelações familiares.
Mas, acima de tudo, precisamos nos amar.
Esta é a essência do amor-próprio: se amar, se respeitar e respeitar nossa essência, mas, principalmente, respeitar nossos sonhos.
Mas volto à pergunta que fiz no artigo “E se eu parasse de me preocupar com o resultado?”
E quando nossos sonhos podem magoar pessoas muito importantes para nós?
Isso me leva ao filme sobre Michael Jackson ao qual assisti ontem.
Michael deixou o pai controlar sua vida, tomar as decisões por ele. Mesmo adulto, o pai colocava o seu sonho na frente dos sonhos de Michael.
O pai pensava na família como um todo, mas também pensava no poder que tinha perante os filhos.
E estava claro como isso impactou a vida de Michael.
Ele não teve infância.
Não teve amigos.
Vivia para cantar e dançar.
Vivia para ser perfeito e agradar ao pai.
Michael só queria ser amado.
Só queria carinho e afeto do pai.
Michael só queria pertencer.
Mas Michael conseguiu demitir o pai como empresário. Foi muito doloroso, mas ele conseguiu. Isso só aconteceu na vida adulta.
E, a partir daí, Michael começou a viver 100% os seus sonhos.
E isso me leva a uma reflexão:
O quanto temos que ser fortes para fazer como Michael?
O quanto temos que ser fortes para passar por pessoas que amamos, para nos priorizar, priorizar nossa essência e nossos sonhos?
Porque, quando não estamos vivendo a nossa vida, e sim a vida que as pessoas querem que vivamos, a gente vai se desfazendo.
Vamos nos desintegrando.
Nossas unhas quebram.
Nosso cabelo cai.
Sentimos dores no nosso corpo.
Ficamos doentes.
Porque o que importa nesta vida terrena é experimentarmos aquilo que a nossa alma deseja e anseia.
Se Michael encontrou força para isso, nós também podemos encontrar.
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Perguntas frequentes sobre este tema
Como começar a recuperar nossa essência e voltar a viver nossos próprios sonhos?
O primeiro passo é perceber onde você está vivendo para agradar outras pessoas. A partir daí, olhar para suas crenças, medos e padrões, buscar autoconhecimento e começar, aos poucos, a fazer escolhas mais alinhadas com quem você realmente é e com aquilo que deseja viver.
Por que é tão difícil escolher nossos próprios sonhos quando eles podem desagradar pessoas que amamos?
Porque muitas de nós fomos ensinadas desde cedo a buscar aprovação, evitar conflitos e sermos “boas meninas”. Escolher a nós mesmas pode despertar medo de rejeição, culpa e a sensação de que estamos decepcionando quem amamos.
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Por Elaine Santos
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