A Raiva que Me Levou de Volta ao Meu Pai
Uma reflexão sobre como a raiva pode revelar feridas antigas, padrões familiares e caminhos profundos de autoconhecimento e cura.
AUTOCONHECIMENTOINTELIGÊNCIA EMOCIONALESPIRITUALIDADE
Elaine S Rammos
8/31/20263 min read


Eu estava sentindo muita raiva do masculino e, nas minhas meditações, intencionei encontrar dentro do meu ser a causa desta raiva.
E percebi que o que estava acontecendo com meu marido era a mesma história que aconteceu com meu pai.
Como uma ferida não curada pode voltar de várias formas na nossa vida para nos relembrar de que precisamos curar.
Fechei meus olhos, imaginei meu pai na minha frente e fiz um movimento de autoconstelação. Falei:
“Pai, sinto muito. Eu fui arrogante ao pensar que poderia te salvar e, ao perceber que não poderia, senti raiva. E levo até hoje esta raiva do masculino na minha vida.
Mas deixo aqui com você esta raiva. Eu me libero.”
Abaixei a cabeça e pedi para que ele me abençoasse, para que eu pudesse liberar aquela memória de raiva.
Sei que voltarei nesta história várias vezes, porque naquela época surgiram crenças e muita coisa ainda precisa ser curada.
Mas só de ter consciência do que afeta a nossa vida, isso já é autoconhecimento.
E só de perceber nossas emoções, como eu percebi a raiva, e querer entendê-la sem julgá-la, isso é inteligência emocional.
E, ao liberar na autoconstelação, você percebe o peso saindo do seu corpo, a sua alma se iluminando.
Na minha infância e adolescência, eu julguei muito meu pai. E hoje sei que tudo o que julguei, eu repeti o padrão.
Graças a muitas terapias que ainda faço, hoje consigo enxergar a grandeza do meu pai.
Por isso, não importa quem seja seu pai ou sua mãe. Não importa se foram ausentes ou presentes, se foram gelados ou carinhosos. Não importa nada disso.
A gente escolheu eles ao descer para este plano terreno, justamente pela essência deles e porque era com eles que iríamos aprender, de uma forma ou de outra, e evoluir a nossa alma.
São as crenças, os padrões e as feridas ancestrais que carregamos — e que vamos curando — que nos fazem evoluir como seres humanos.
Mas, para isso, precisamos de terapias, constelações e vivências que nos façam desenvolver autoconsciência, inteligência emocional e autoconhecimento, para que possamos nos curar.
Eu ainda tenho muita coisa para curar.
E ainda bem.
(Senão, já estaria no plano espiritual, que é para lá que vamos quando não temos mais nada para curar — ou, pelo menos, quando não temos mais nada que nos propusemos a curar nesta vida. E ainda teremos outras.)
Somos uma cebola com várias cascas, sem fim.
E é por isso que este instituto se chama Mulher em Cura e não Mulher Curada.
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Perguntas frequentes sobre este tema
O que significa ser uma “Mulher em Cura”?
Ser uma Mulher em Cura é reconhecer que o autoconhecimento é um processo contínuo. Não significa estar permanentemente ferida, mas compreender que sempre podemos olhar para novas camadas de nós mesmas com consciência, acolhimento e amor.
Por que algumas situações parecem se repetir na nossa vida?
Algumas experiências podem despertar feridas emocionais, crenças e padrões que carregamos de relações anteriores ou da nossa história familiar. Perceber essas repetições pode ser um convite ao autoconhecimento, à reflexão e à cura.
Mulher em Cura
Por Elaine S Rammos
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