O Beija-Flor que Esqueceu de Voar

Um beija-flor aprende que viver para não ferir os outros pode aprisioná-lo. E que, para ser livre, precisa voltar a escolher por si.

AMOR-PRÓPRIOAUTOCONHECIMENTOAUTOCUIDADO

Elaine Santos

9/12/20263 min read

Uma metáfora sobre amor próprio e retorno a nossa essência
Uma metáfora sobre amor próprio e retorno a nossa essência

O Beija-Flor que Esqueceu de Voar

Existia um beija-flor todo colorido, que era muito sapeca, alegre, atrevido e livre.

Conforme esse beija-flor foi crescendo, as pessoas à sua volta foram lhe moldando.

Esse beija-flor era muito empático e sentia muito forte os sentimentos das pessoas.

Ele foi crescendo e, conforme precisava fazer uma escolha para a sua vida, foi sempre escolhendo as opções que menos fariam as pessoas importantes à sua volta sofrerem, mesmo que isso tivesse que matar, cada vez mais, um pouco dele por dentro.

Com o passar dos anos, ele se viu preso numa gaiola de decisões que ele mesmo tomou, mas sempre levando em consideração as emoções das outras pessoas.

Ele se viu numa vida sem graça, sem vitalidade, sem luz, sem paixão e sem tesão.

E aquele lindo beija-flor colorido perdeu suas cores.

Agora ele estava preto e branco.

Levava a vida muito a sério. As responsabilidades sempre vinham em primeiro lugar.

O medo de perder as pessoas importantes por causa das suas próprias decisões também estava o consumindo por dentro e por fora.

Só que beija-flor não foi feito para ficar preso em uma gaiola.

Nenhum beija-flor sobrevive a isso.

E ele precisava tomar a decisão mais importante da sua vida: viver a sua própria vida e fazer suas escolhas a partir da sua vontade e do seu coração, sem pensar nas emoções alheias.

Mesmo que sejam das pessoas mais importantes da sua vida.

Ou morrer.

Porque existe uma coisa da qual não podemos fugir nunca: a nossa essência.

E esse beija-flor sabia qual era a essência dele.

Hoje, ele estava sem vida, sem vitalidade, sem alegria, sem paixão.

E esse beija-flor sabia que a sua essência era a paixão e a alegria.

Esse beija-flor teve filhos.

Eles são os maiores amores da vida dele.

E ele precisa quebrar esse padrão de viver escolhendo as opções pensando primeiro nas outras pessoas.

Porque ele não quer que os próprios filhos repitam esse padrão.

Ele não quer que eles também acabem morrendo vivos dentro de uma gaiola.

Talvez essa seja a escolha mais difícil de todas:

voltar a ser livre.

Voltar a sentir.

Voltar a ter cor.

Voltar a viver.

Não para deixar de amar as pessoas.

Mas para aprender que amar alguém não pode significar abandonar a si mesmo.

Porque o beija-flor nasceu para voar.

E, no fundo, ele sempre soube disso.

Uma metáfora sobre amor próprio e retorno a nossa essência

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Perguntas frequentes sobre este tema

O que representa o beija-flor nessa história?

O beija-flor representa a nossa essência: aquilo que somos antes de sermos moldados pelas expectativas, medos, responsabilidades e necessidades das outras pessoas.

É egoísmo escolher a própria vida mesmo sabendo que algumas pessoas podem se magoar?

Não necessariamente. Cuidar dos sentimentos dos outros é diferente de viver em função deles. Escolher a própria vida também pode ser uma forma de amor-próprio e de romper padrões que você não deseja transmitir às próximas gerações.