A Fome da Alma e o Resgate da Mulher Selvagem
Quando passamos a vida tentando agradar e pertencer, podemos nos afastar de quem somos. Talvez sua alma esteja pedindo para você voltar para si.
AUTOCONHECIMENTOAMOR-PRÓPRIOAUTOCUIDADO
Elaine Santos
9/19/20263 min read


A Fome da Alma
Já pensou o quanto você tem fome da alma durante toda a sua vida?
O quanto sua alma foi podada quando você era criança para você ser a boa menina?
Aquela que não fala alto, que senta direito, que não pode mostrar o corpo, não pode ser livre, não pode rir demais, não pode chorar demais, não pode ser o centro das atenções.
Aquela que quer pertencer, ser amada e aceita pela sociedade. Pelos seus pais. Pelas pessoas que você mais ama nesta vida.
Quando estamos com fome da alma, aceitamos qualquer alimento.
Seja um relacionamento ruim, drogas, bebida, uma profissão sem vida e sem propósito.
Caímos na armadilha de uma vida sem vitalidade.
Ficamos exaustas o tempo todo, porque parece que não existe mais alma. Não existe mais vida. Como se a nossa vida tivesse sido podada.
Perdemos nossa autenticidade, nossa verdade e nossa essência.
Tudo para agradar. Para pertencer. Para sermos aceitas. Para sermos amadas. Para sermos respeitadas.
Mas o quanto vale perder nossa vida?
Ter os pés cortados, como no conto do capítulo 8 do livro Mulheres que Correm com os Lobos?
O quanto vale ter que nos esconder?
Não sermos nós mesmas?
Um lobo só mata quando está com fome.
Imagina o que uma mulher pode fazer quando está com fome de alma.
Há algo na fome que nos priva do raciocínio.
Você tem permissão para ser você?
Ou você cai na armadilha da menina que acredita que não tem escolhas?
Na armadilha de deixar você para depois?
Na armadilha da fome da alma?
A fome da alma nos leva para o fundo do poço. Pode nos levar ao vazio, à falta de sentido e à sensação de não existir dentro da nossa própria vida.
Fome da alma é fome de nós mesmas.
Da nossa espiritualidade.
Da nossa vitalidade.
Da nossa própria vida.
Quanto das suas escolhas são realmente suas?
Ou você sempre coloca o peso dos sentimentos das outras pessoas nas suas escolhas?
Até quando você vai viver pelos outros?
Até quando você não vai viver a sua própria vida?
O quanto ser a boa menina para as pessoas que você ama — para sua mãe, seu pai, seus filhos, seu companheiro — corrói sua alma?
Chega de ser a boa menina para agradar!
Qual é a sua essência selvagem?
Qual é o seu instinto e a sua natureza selvagem?
Qual é a sua verdade?
Até quando você vai ter medo de desagradar e romper?
Deixa eu te perguntar uma coisa:
De 0 a 10, o quanto você é alegre hoje?
Segundo este capítulo do livro Mulheres que Correm com os Lobos, “a alegria é a seiva da vida, o alimento da alma”.
O que você faz todos os dias que alimenta sua alegria?
E, consequentemente, sua alma?
O que você pode fazer para aumentar a alegria na sua vida?
Mas, primeiro, você se permite ser alegre?
Sentir a alegria de verdade?
Tem que fazer parte da nossa rotina alimentar a nossa alma.
Para manter nossa alegria, temos que lutar por ela, pois podemos viver sem quase nada, mas nunca sem a nossa alegria.
“Quem não sabe uivar não encontrará sua matilha. Use todos os seus instintos para sair do cativeiro!”
“Se você quer encontrar a mulher selvagem em você, recuse-se a ficar no cativeiro.”
A Fome da Alma e o Resgate da Mulher Selvagem
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Perguntas frequentes sobre este tema
Como começar a alimentar a minha alma?
Comece olhando para sua própria vida e perguntando: “O que realmente me traz alegria?”. Observe suas escolhas, seus desejos e aquilo que você deixou de fazer para agradar ou pertencer. Pequenos atos de autenticidade podem ser um caminho de volta para si mesma.
O que significa ter fome da alma?
A fome da alma é uma metáfora para aquele vazio que sentimos quando nos afastamos da nossa essência, da nossa verdade, da nossa vitalidade, da espiritualidade e das coisas que realmente dão sentido à nossa vida.
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Por Elaine Santos
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