Quando a Vida Não Sai Como Eu Planejei

Um desabafo sobre frustração, fé e a difícil tarefa de voltar a confiar na vida, nas escolhas e, principalmente, em nós mesmas.

AUTOCONHECIMENTOESPIRITUALIDADE

Elaine S Rammos

8/11/20263 min read

Por que este sentimento de impotência? Será que vou ser uma mulher frustrada para sempre?

Como sair deste buraco? Deste sentimento de medo que me consome?

Como arcar com as últimas decisões que tomei na minha vida?

Eu estou com raiva do mundo, de todos ao meu redor e até de Deus?

O que eu fiz de tão errado para tudo começar a desmoronar na minha vida?

Mas será que tudo está dando errado mesmo? Ou será que estou olhando sempre com os olhos da dor, do medo e, principalmente, da frustração diante das minhas expectativas e dos sonhos que não se realizaram?

Vendo o copo sempre meio vazio?

Onde foi parar aquela mulher-menina cheia de sonhos, de esperanças, que sempre se sentiu tão abençoada por Deus?

Às vezes, acho que os últimos acontecimentos da minha vida mataram essa mulher. Mataram essa minha essência.

Mas, ao questionar tudo isso, percebo meu filho no meu colo, saudável. Minha filha brincando na sala com a minha mãe, também saudável.

Estou em uma casa boa, com bons vizinhos, em uma ótima região da minha cidade. Minha geladeira está cheia. Estou com o meu corpo de volta e em boa forma.

São tantas coisas para agradecer...

Mas por que esta raiva do mundo e, principalmente, de mim mesma?

Será que ainda existe em mim aquela menina mimada que faz birra quando não tem o que planejou?

Sei que tudo o que tenho eu manifestei. Então, por que não consigo mudar a ótica? Olhar para todas as bênçãos e voltar a manifestar coisas boas?

Por que perdi a esperança?

Se ainda consigo enxergar as coisas boas, por que não consigo ser grata? Por que continuo olhando apenas para aquilo que ainda não consegui?

O que não aconteceu. Os sonhos que estavam nas minhas mãos e escorreram pelo ralo me deixaram assim: frustrada.

E eu tenho certeza de que não foi Deus que não quis.

Porque eu não acredito em um Deus que castiga, que julga. Eu acredito em um Deus de amor, que me deu livre-arbítrio para manifestar a vida da forma que eu quisesse.

Mas, então, por que as palavras das pessoas, dizendo que “foi Deus que não quis”, ainda ressoam na minha mente e no meu coração?

Sei que essas crenças são delas. Mas será que essa crença também ainda não está totalmente trabalhada dentro de mim?

O livre-arbítrio, a física quântica, as leis do Universo, a lei da atração... Conheço tudo isso e sei que somos nós que escrevemos nossas vidas, nossas histórias, a todo momento, por meio dos nossos atos, pensamentos e palavras.

E tenho certeza de que manifestei a vida que tenho hoje, inclusive os últimos acontecimentos.

Então, por que toda esta raiva e frustração?

Por que não aprendemos a lidar com a frustração?

Eu sei que tenho apenas motivos para agradecer.

Meu filho foi e está salvo, protegido e cheio de saúde.

Eu preciso cuidar da minha energia, da minha vibração, do meu campo. Preciso me proteger para proteger meus filhos.

Preciso aprender a sair sozinha deste estado de frustração e parar de querer descontar esses sentimentos nas outras pessoas, porque este estado, em grande parte, são de decisões que tomei sozinha.

Eu preciso me curar.

Preciso entender que tudo isso vai passar.

Que essas fases vêm para que possamos evoluir, nos fortalecer e fortalecer a nossa fé.

Porque o que eu preciso é aprender a confiar em Deus, no Divino, no Universo, no meu Eu Superior.

Quando esta fase passar, sei que os aprendizados serão enormes. E sei que poderei contribuir ainda mais para a evolução do planeta Terra.

Mas o mais importante agora é me fortalecer.

É aprender a confiar no fluxo da vida.

Mas, principalmente, voltar a confiar em mim.

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Perguntas frequentes sobre este tema

Como voltar a confiar em mim quando sinto que minhas escolhas deram errado?

Comece acolhendo o que você sente, sem se culpar. Nem toda escolha precisa ter o resultado esperado para trazer aprendizado. Confiar em si também é entender que você pode recomeçar, mudar de direção e escolher novamente.

É possível sentir gratidão e, ao mesmo tempo, estar frustrada com a vida?

Sim. A gratidão não apaga a dor, a frustração ou a raiva. Podemos reconhecer todas as bênçãos que existem em nossa vida e, ainda assim, precisar acolher aquilo que não saiu como esperávamos.