Qual é o sentido da vida?
Uma reflexão sobre amor, maternidade, propósito e os desafios de encontrar tempo para cuidar de si mesma.
AMOR-PRÓPRIOPROPÓSITOMATERNIDADE
Elaine S Rammos
8/13/20263 min read


Hoje me perguntaram qual era o sentido da vida.
Acho que essa é a pergunta de um milhão. Quem souber a resposta ganha o grande prêmio, seja ele qual for. Isso se realmente existir uma resposta correta.
Muitos dizem que o sentido da vida é aprender a amar. E nisso eu acredito. Um dos propósitos da nossa existência aqui no planeta Terra é aprender a amar incondicionalmente a nós mesmas e, depois, aos outros.
Outros dizem que estamos aqui para evoluir a nossa alma. Eu acredito que uma resposta complementa a outra, porque, para evoluirmos, precisamos primeiro aprender a nos amar.
Mas como nos amar incondicionalmente diante de todos os desafios que a vida nos apresenta?
E o que seria esse amor incondicional?
É muito fácil dizer que devemos amar como Deus nos ama. Mas alguém sabe exatamente como é esse amor?
Muitos falam que devemos amar como Jesus nos amou, entregando a própria vida por nós. Só de ouvir isso, confesso que sinto um pouco de revolta. Nem tudo é sacrifício. Amar não é sofrer. Amar não é sentir dor.
Mas 99,9% das pessoas acreditam nisso. E sei que, em algum lugar do meu ser, eu também carrego essa crença.
Apesar disso, acredito que o amor incondicional está muito distante da dor e do sofrimento. Na verdade, eles são opostos.
Outros dizem que devemos amar como Buda, sem apegos e sem ego. E nisso eu também acredito. Mas como nós, meros seres humanos, conseguimos fazer isso?
Como se amar e, principalmente, como se colocar em primeiro lugar quando um filho está doente?
Como encontrar uma hora entre as 24 horas do dia para cuidar de si mesma quando você precisa cuidar da casa, dos filhos, do trabalho, do casamento e dos inúmeros papéis impostos pela sociedade?
Pior ainda: como se cuidar e se amar quando você não dorme há muitas noites?
E se essa mulher não tiver ajuda? E se ela não tiver uma rede de apoio? E se ela estiver completamente sozinha, mesmo sendo casada?
Como se amar quando se sente cansada e exausta?
Quando tudo o que você queria era apenas uma hora de descanso, sem pensar em filhos, casamento ou trabalho?
Quando foi a última vez que você se olhou no espelho e dedicou alguns minutos apenas para você?
E então eu volto à pergunta inicial: qual é o sentido da vida?
Será que ele realmente existe?
Se o sentido da vida for amar incondicionalmente, peça sempre à sua espiritualidade, seja ela qual for, que fortaleça a sua sabedoria sobre como se amar.
Se o sentido da vida for a felicidade, ore e peça para que ela fortaleça a sua capacidade de ser feliz.
Com o tempo, as crianças crescem. As coisas se estabilizam. E você terá muito mais do que uma hora para si mesma.
O que você pode fazer agora é viver cada momento com presença e intenção.
Vai tomar um banho de dez minutos porque deixou seu filho brincando sozinho na sala?
Então transforme esse momento em um ritual. Intencione para que esse banho renove as suas energias, limpe a sua alma e afaste os pensamentos e as vibrações negativas.
Escreva sobre os seus sentimentos com o seu filho no colo, depois que ele adormecer. Acolha tudo o que estiver sentindo, sejam emoções agradáveis ou difíceis.
Mas lembre-se: nenhum sentimento é ruim. Todos carregam um grande aprendizado.
Tudo é fase.
Tudo passa.
E talvez, daqui a algum tempo, você encontre o sentido da sua vida.
Ou talvez descubra que o propósito nunca esteve no destino, mas na forma como escolheu viver cada etapa da sua caminhada.
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Perguntas frequentes sobre este tema
2. É possível encontrar o propósito da vida em meio ao cansaço e à sobrecarga?
Sim. O propósito nem sempre aparece em momentos de tranquilidade. Muitas vezes, ele se revela justamente durante os períodos mais difíceis, quando aprendemos a olhar para nós mesmas com mais compaixão e consciência.
1. Como praticar o amor-próprio durante a maternidade?
O amor-próprio na maternidade não precisa começar com grandes mudanças. Pequenos momentos de presença, autocuidado e acolhimento dos próprios sentimentos já são um importante passo para a reconexão consigo mesma.
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Por Elaine S Rammos
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